Dificilmente há alguma autora de chicik lit melhor que Sophie Kinsella. Estou para ver mais divertida e criativa. "Fiquei com seu número" é seu último lançamento no Brasil e conta a aventura de Poppy, a mocinha mais legal da Inglaterra. Sinceramente, ela não poderia ter se encaixado melhor em sua própria história.
Apesar de ingênua o suficiente para o gênero do livro, ela pode ser considerada uma mulher normal - sem aqueles complexos chatos e cansativos que sempre irritam as leitoras do gênero, como um azar sobrenatural, ou a mania de falar pelos cotovelos, ou algum tipo de compulsão. Por fim uma mocinha agradável, numa história bem escrita e consistente em seu contexto.
A jovem heroína é fisioterapeuta e foi assim que conheceu seu noivo, Magnus, que a pede em casamento com um anel rodado de esmeraldas da família. Lisonjeada e convencidade de seu amor, Poppy noiva e engole dia-a-dia o fato de que se sente burra e menosprezada pela sua futura família. Sim, pois a pobre Poppy perdeu os pais em um acidente muito nova.
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| Olha ESSA capa! É pouco fofa não, né? |
E é em torno desse anel, aliás, de sua perda, começa a girar a história. Quando Poppy o perde, se desespera e, insegura com seu relacionamento do jeito que é, faz de tudo para esconder o ocorrido do seu noivo. Traumatizada após ter sido assaltada e ficado sem seu celular, seus nervos quase derretem quando percebe que sem o aparelho com seu número, não poderia atender caso alguém achasse o anel.
Como Sophie não dá ponto sem nó, eis que como por providência divina a mocinha encontra um celular novinho no LIXO do hotel! "Ora, achado no lixo não tem dono. TODO MUNDO SABE DISSO". E é com essa desculpa que ela se apodera do aparelho e desencadeia os acontecimentos que mudariam o rumo da sua vida. E quando ela descobre quem é o dono do celular... Bem, daí deixa que o livro conta sua história.
Não digo que não há clichês. Sinceramente, para mim todo romance é um clichê por si só. O diferencial, e o que vai ser o mérito de cada autor, é a capacidade de aproveitá-los em benefício próprio e superá-los através de criatividade. E apesar de não imprevisível, o
Sem mais delongas, o livro aproveita-se do fato de quão fácil realmente é hoje em dia conhecer pessoas e desenvolver relacionamentos de amor, ou de amizade ou até mesmo profissionais. A vida de todos os personagens passa pelo bendito celular e suas relações entre si baseiam-se nele. Foi interessante observar como alguém pode se sentir segura e íntima com alguém por trás de teclas, enquanto canhestra e encabulada quando face a face. Toda menina que já "namorou" virtualmente e depois conheceu o menino já se sentiu assim um pouquinho.
A editora Bertrand, como de costume, foi impecável na edição desse livro. O acabamento é muito bonito e a capa não poderia ter sido melhor escolhida. Além disso, nenhum erro de tradução ou de português feriu os meus olhos. A única ressalva que tenho a fazer é que detesto as folhas brancas, as amarelas são mais confortáveis e sujam com menor facilidade.
Uma leitura maravilhosa. Para devorar e matar a fome de todas as fãs do gênero e para as iniciantes.


Esse livro parece ótimo pretendo ler em breve, ah eu ficaria brava se alguém se apossasse do meu celular rsrs
ResponderExcluirbjos
Pois é, Tati. Ele fica fulo quando descobre, mas lodo outros sentimentos vão aparecendo! Leia MESMO!
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