Os Batons Líquidos Matte da Quem Disse Berenice - Vermeli, Uvali, Rosadili e Nudelili



Essa semana a Quem Disse Berenice? lançou a sua coleção de batons líquidos mate (entrando na onda no momento), que começou com 12 cores para todos os gostos, idades e estilos. 

Atualmente as marcas nacionais vêm se empenhando no desenvolvimento de produtos que são tendência no mercado (digam aleluia!), mas sem sombra de dúvidas, no que se refere à produção de batons líquidos mate nacionais a Dailus é pioneira, no entanto, os da marca queridinha do Grupo "O Boticário" superou em muito a qualidade da concorrência. 

O grande diferencial desses batons é a textura. Não tenho nenhum Limecrime para comparar, mas segundo a Bruna Tavares, do Pausa para Feminices, a textura é idêntica. De minha parte posso somente jurar de pés juntos que é a textura de batom líquido mais gostosa de aplicar que já testei. Isso porque ele a fórmula é líquida mesmo, fininha; não grossa como os da Dailus, facilitando a aplicação e deixando um aspecto de boca aveludada, sem manchas ou rachaduras. 

Mas chega de blábláblá e vamos as fotos que é o que interessa em todas as resenhas que se presem.  


Uvali: Infelizmente não consegui uma foto que fizesse juz ao tom maravilhoso desse batom. Esse é um problema recorrente de batons roxos. Trata-se de um cor de uva ora escuro, ora magenta, a depender da luz. Classudo, sexy e estiloso. Todo mundo repara. Meu preferido da coleção. 


Abaixo uma make que fiz para o meu aniversário de namoro usando o uvali: 

Reparem como na iluminação do restaurante ele parece mais escuro. Essa cor confere ao mesmo tempo elegância e personalidade a quem usa. LINDO *-*


Rosadili: Trata-se de um rosa muito diferente. Quanto mais camadas mais intenso ele fica. É chamativo, porém de forma elegante e não "rosa-pink-escandaloso-candyyumyum-da-vida". Dos que experimentei foi o melhor na aplicação. Pode passar de qualquer jeito, amiga, vai ficar impecável. Não tenho nada igual, embora me lembre um pouco o "Flat out Fabulous" menos magenta.




Nudelili: E esse foi um belo engano. Fui à loja comprar outra cor (Rosadili), mas estava tão cheia que acabei pegando a caixinha errada. Mas como quero todas as cores não me importei. Trata-se de um nude (não diiiga!) levemente rosado. Sabe cor de creme de lápis da Faber-Castell? Então, tipo isso. Ele tende a rachar um tico. Acho que todo batom líquido nude tem esse problema, mas é só passar o pincel rapidinho e sem apertar muito que rola super. 






Usei ele nesse dia aqui: 



Não costumo gostar de nudes em mim pois sou muito clara e meus lábios grossos; acho que ficam maiores e apagados (estranho!). Mas esse ficou fofo e muito usável. 

Vermeli: Bafônico. Sem mais. A textura dele é um pouco mais líquida que a dos outros e ele é tão intenso que parece uma tinta óleo na boca. Juro. Demora um pouco mais pra secar, mas depois não sai mais. Me lembra meu Ruby Woo <3. Tom de vermelho clássico, todo mundo ama, funciona para todas (os). 





Os batons custam R$31,90, mas estão em promoção de lançamento por R$29,90. De início achei caro, comparado às outras opções, mas depois de experimentar considero um preço justo. 







A Lista Negra, de Jennifer Brown

            "O livro é muito bom. De uma vida adolescente clichê, saiu um enredo criativo e cheio de emoção, mas principalmente despretensioso ao mesmo tempo. Não faz arrancar lágrimas, mas em compensação a leitura não fica pesada ou cansativa." Essa foi minha impressão durante as primeiras 100 páginas do livro. Como me enganei! Não apenas derramei algumas lágrimas, como em determinados momentos do livro, mais frequentes a cada capítulo, eu me debulhava em qualquer lugar - isso porque acabei carregando esse livro pra todo canto. 
              Desde "Precisamos falar sobre o Kevin" que livros com a premissa de "assassino-em-massa-na-escola" me interessa bastante - apesar de ter ressalvas a respeito do livro da Lionel Shriver. Apesar disso, torci o nariz para "A Lista Negra" logo de cara, com sua capa "teen" que contrastava tanto com o enredo. Outro engano. A capa evidencia perfeitamente o estilo do livro, que, embora relate uma história pesada e intensa, ao mesmo tempo possui uma narrativa despretensiosa, que fala a língua de todos os leitores de forma direta e sem firulas - o que me foi outra surpresa agradável, já que não suporto aqueles autores que narram com a pretensiosidade de quem acredita que sua história seja o último M&M do pacotinho. 
               Jennifer Brown conseguiu, em seu primeiro livro, falar sobre adolescentes de uma forma simples e ao mesmo tempo refletindo suas complexidades, retratando-os enquanto seres pensantes. A Valerie é sua personagem principal e não poderia ter sido melhor construída e articulada. A menina de 16 anos namorava Nick e junto com ele era alvo de bullyings constantes na escola (tipicamente americana). Apesar disso, e a própria Valeria percebe isso ao longo de seu crescimento durante a narrativa, ambos não era exatamente excluídos. Não faziam parte dos grupos sociais de "elite" da escola, mas tinham amigos e seus lugares na rotina estudantil. Em um dia especialmente ruim, Valerie escreve o nome das pessoas que ela não gosta em um caderno, e não somente de pessoas - fato solenemente ignorado por todos após a tragédia - mas de tudo que ela não gostava no mundo. Apaixonada pelo namorado, eles dividem o que batizam de A Lista Negra, como uma espécie de desabafo, de escape e protesto silencioso contra os problemas que enfrentam diariamente. 
                  Acontece que em algum momento, a lista deixa de ser brincadeira para Nick e em um dia inacreditavelmente ruim, ele abre fogo na cantina do colégio contra as pessoas cujos nomes figuram nela. A Valerie acaba baleada ao parar o tiroteio e Nick se mata com um tiro na cabeça. A partir daí o livro poderia ficar extremamente dramático se não fosse a mão de fada da autora. Ela soube pesar perfeitamente todos os ingredientes para compor a história. O foco não é a tragédia, mas a vida da Valeria depois. Como ela se readapta a sua rotina (que nunca mais será a mesma) e a maneira como ela lida com a culpa que sente por si mesma e a que descarregam nela. A pergunta que paira a narrativa inteira, tanto para o leitor, quanto para os personagens e até mesmo na cabeça da própria menina é: Heroína ou Culpada? 
            O fato de que ela não sabia da intenção de Nick não impede que a Valerie seja investigada como suspeita, e mesmo após ser absolvida, julgada culpada pelo resto do mundo. O que me impressionou mais no livro foi o modo como os personagens são retratados de forma humana. Fica claro que a Val não é alguma coitadinha, mas é impossível não sentir pena dela; assim como é impossível não sentir afeto e pena de Nick. Seus amigos lhe viram as costas, abrindo espaço para que antigos inimigos sejam percebidos de outra forma - para melhor e para pior. Na terapia, Valerie aprende a observar melhor ao redor e dentro de si. Ela troca a lista negra por um caderno negro de desenhos que externam suas novas percepções do mundo. 
                        
        Na excelente construção dos personagens, destaco os pais da Valerie. Casa problemática, pais que se odeiam e que são os primeiros a duvidar dela na tragédia. Foi chocante para mim e acredito que para a maioria dos leitores, o modo como o pai a acusa explicitamente, a abandona emocional e fisicamente e ignora sua participação, mesmo que de modo virtual no que ocorreu na cantina do colégio. A mãe a acusa silenciosamente, enquanto chora pelos cantos o fato de ter abandonado sua vida por uma filha problemática. Começo a chorar, mais ainda que a Val, quando a menina percebe que seus pais não a querem proteger do mundo, mas querem proteger o mundo contra ela.  
            A Jennifer capta e transmite perfeitamente a essência adolescente dessa menina forçada a crescer abruptamente e a lidar com os monstros interiores que todos nós temos, mas que geralmente ficam bem escondidos até sumirem por si mesmos. A Val teve que abrir-se do avesso à todos, e descobrir quanto de tudo aquilo seria responsabilidade sua. Durante a leitura, apesar de morrer de pena da menina, me peguei pensando o quanto era injusto da parte das pessoas ao redor tratá-las como culpada, afinal de contas, havia uma lista com nomes de pessoas que realmente morreram escritos com sua letra - apesar de que não foi ela quem puxou o gatilho da arma. O final é sensacional. Qualquer outro final para Valeria seria utópico e mancharia o brilhantismo de sua história.
 
                  As discussões levantadas são maravilhosas. Ninguém é ruim, ninguém é bom. Essa é a grande diferença entre os adolescentes da Jennifer e os desenhados por outras autoras. Todos são pessoas comuns buscando seu rumo, colhendo os frutos de suas escolhas e atitudes.

                 
 
                   
 

Asas, de Aprilynne Pike


         Sabe aquele tipo de livro que você não sabe como conseguiu chegar ao fim? Lastimável.

        "Asas", confesso, me consquistu pela capa e pela promessa de filme da Disney. Associei esses dois elementos com uma história de fadas divertida e leve. Achei que se tratasse de uma misturinha com pegada Sininho+romance+aventura. Terrível engano.

        O livro é vazio. Assombrosamente desprovido de qualquer tipo de graça, "Asas" fala sobre uma menina mais sem graça ainda que em não tão belo dia acorda e descobre-se acometida por um estranho caroço nas costas, que desenvolve-se ao longo de alguns dias e transforma-se em uma flor. "Flor? Ué, cadê as "ASAS" da suposta fada?". Também não sei. A verdade é que me senti enganada, ludibriada e iludidade. De forma alguma há fadas nesse livro. São plantas. Isso mesmo. Plantas superdesenvolvidas com flores nas costas fazendo as vezes de asas.

         Como se já não bastasse essa decepção, ainda cai sobre o pobre leitor com a essa miserável experiência de leitura, uma narração pobre de um livro "YA - Young Adult" genérico sem qualquer esforço de ser um entretenimento divertido. O livro é chato e clichê - narrado por uma menina boba e burrinha, típica. A Laurel cresce sem saber de suas origens, no seio de uma família adotiva - após ter sido abandonada na porta do casal -, e só descobre a verdade quando a flor nas suas costas resolve dar o ar de sua graça. A menina tem por volta de uns 15 anos e a narração é bem nesse nível. 

           Romance, nesse volume, ainda não foi desenvolvido, ou pelo menos não foi o foco. Mas já deu para entender que a "fadinha/plantinha" entrará em um originalíssimo triângulo amoroso - entre um grande amigo humano com quem compartilha seu segredo e outra plantinha que ela descobre ser um dos Guardiões do Portal de Avalon. Pff triplo. 

       David (a ponta humana do triângulo) é amplamente explorado pela menina/planta/fada/esquisita, que se aproveita da eminente paixonite do garoto para realizar "experiências científicas" com seu DNA e descobrir do que se trata aquela aberração em suas costas. A partir daí os absurdos científicos se sucedem de modo até mesmo ilário. Há uma cena, inclusive, em que os dois personagens trocam os gases liberados por suas respirações para não se afogarem. Sério, ela respira CO2 e ele o exala. E vice-versa com o O2

           Se parecer interessante para você, mude de ideia. Não perca seu tempo. A não ser que você tenha por volta de 12 anos e não tenha nada melhor para ler - ou queira descobrir mais sobre botânica (?) - vai saber. Mas, enfim, é melhor me divertir com as aberrações do livro que me lamentar eternamente pelo tempo perdido. 

            A Bertrand Brasil, apesar de errar na escolha do conteúdo, não vacilou na edição. A capa é belíssima, mas o mérito da editora consiste em apenas manter a original. Erros de digitação/tradução não me lembro, logo se há, não é algo muito "incomodante". Quanto ao filme, deste nunca mais ouvi falar
           E as continuações? Não, obrigada.

Branca como o leite, Vermelha como sangue ... e chata como um chá morno

               Apesar de ter lido este livro apenas em uma tacada, não foi por estar amando-o. A capa é maravilhosa, simples, te convida a conhecer a sinopse. A sinopse te instiga a conhecer a história e assim passei um bom tempo desejando esse livro. Mentira: desejei o livro só porque a menina é ruiva.


          Finalmente quando o tive em mãos (através do grupo Livro Viajante do Skoob), a expectativa era grande e sentei com vontade, mas a decepção foi maior ainda. A história é, como posso classificar da melhor maneira possível, morno. Isso mesmo, morno, morninho, beirando o chato. Na verdade, só não se tornou enfadonho por causa da narrativa que é bem fácil e corrida. 

                 O narrador é o personagem principal, Leo. Ele se auto-intitula o "leão", e adora exibir sua juba por aí. Se considera corajoso, rebelde e livre. Pff. É apaixonado platônicamente por Beatriz - a ruiva, a Vermelha. Ah sim, Leo classifica tudo através de cores. Beatriz é Vermelha, porque seus cabelos são vermelhos e ela é a paixão. A Vida. Mas Beatriz também é Branca, pois o branco é o desespero, é o Nada, é o fim. Leo tem também, além desta paixão fulminante, um outro tipo de amor, o Azul, por sua amiga Sylvia. A presença da menina é constante e logo percebemos o seu papel na vida de Leo e seu lugar cativa na "friendzone" do cara. 

                Eu sei que falando assim parece uma história linda, lírica e interessante. Mas não se engane assim como eu. A história gira em torno desse amor platônico e é bem óbvia, repetitiva e previsível, apesar de ser mascarada de um pretenso lirismo e drama através da narrativa

                O link entre o título e o enredo é fantástico, num débil ponto positivo. Num dado momento descobrimos que a Beatriz tem uma séria doença que a transforma em uma contradição de branco e vermelho que confude e atormenta Leo, tornando-o mais chato. Sim, porque o protagonista é bem chatinho - obtuso e até mimado. Vive querendo o mundo inteiro, enquanto não enxerga nada realmente em volta, perdido (e prendendo o leitor junto) em pensamentos e reflexões inacabáveis e sem sentido. 

               Os diálogos do livro também são pretensiosos e irreais. Uma hora refere-se à vida comum de um adolescente, outra é denso e cheio de "significados. Aliás, o teor da história oscila bastante entre esses dois lados. Parece legal pra você? Não é. Esse livro e tudo o que achei dele me lembrou muito outro, "Cidade Mágica", que odiei mais ainda. E são realmente muito parecidos em estrutura e narração.

                Apesar de tudo, acabo de perceber que a sinopse pelo menos é tão interessante que vale a pena a leitura. Eu não gostei, mas quem sabe o interesse permanece com alguém aí até o fim? 

               A edição é boa, como sempre a Bertrand não deixa nada a desejar. A capa é belíssima em sua simplicidade e não me lembro de um só erro de digitação ou concordância durante a leitura.






 

              

"A Hospedeira". Um quadrado amoroso com apenas três corpos

Capa do livro e imagem de divulgação do filme "The Host"

       É desnecessário lembrar de quanta polêmica e rebuliço a Stephenie Meyer conseguiu criar em torno de seus livros da série Crepúsculo. Jogem pedras quanto quiserem, o fato é que ela conseguiu ficar rica, falada e abriu mundialmente portas para seu gênero da literatura. Não vou entrar no mérito de sua primeira série - até por que, né? Haja manga pra tanto pano. 
       
       O Caso aqui é a estreia eminente de seu primeiro livro pós-Crepúsculo adaptado para cinema - é, filme de "A Hospedeira". Não é notícia nova, mas é notícia. 
 
       Vamos lá, antes de tudo o que EU achei do livro: 

"Acho que Stephenie foi infeliz ao escrever esse livro. Em algum ponto - possivelmente - ela deve ter percebido isso. O livro não é de todo ruim; não é uma leitura de maneira alguma desagradável, porém é só. A aventura não tem objetivo em absoluto.

Os valores humanos são invertidos, questionados, para depois serem totalmente aceitos. Stephenie tentou construir uma história tocante por meio da visão de uma das "criaturas alienigenas" que tentam fazer a coisa certa por meios errados. Mas o tempo todo ela se contradiz com o que defende por certo e/ou errado no livro.

Quando digo que a aventura não tem objetivo é no sentido literal. Peregrina é tomada pelas emoções do corpo de Melanie, saindo a procura do tio desta - com esperança de encontrar os amores de sua hospedeira: Jared e Jamie -, e encontra. E DAÍ? Acontece mais nada... Os humanos tentam matá-la, ela tenta se enturmar... e assim vai umas belas 300 páginas.

Stephenie tentou refletir demais e acabou perdendo a sua essência como escritora - que ela passou tão bem em Crepúsculo [ minha opnião]. Mas bom, jamais esperei que A Hospedeira fosse uma espécie de "continuação" ao estilo de Twilight, mas nem mesmo toda a minha preparação para algo novo com o nome Meyer me poupou da decepção. Stephenie perdeu a graça com Peregrina ( uma personagem tão irritante, insípida e contraditória quanto Bella, para mim ). O livro não traz a emoção necessária para uma aventura com mais de 500 páginas! O romance de Melanie com Jared - e ate mesmo o suposto romance que deveria ter entre Peg e Jared - foi sobrepujado por Ian. Isso me faz pensar em que triangulo Stephenie se referia no seu comentário: ao triângulo Jared, Melanie e Peregrina ou ao triângulo Peregrina, Jared e Ian?

Acho que o livro de qualquer maneira vale a pena ser lido. Alguns, com certeza podem adorar. Talvez uma releitura me faça gostar mais. De qualquer maneira, se quer ler, tenha muita paciência. O livro não é de todo ruim, como já disse, mas não tenha grandes pretensões.

Por outro lado foi bom ler um livro com um final totalmente imprevisível - pelo menos eu esperei o livro todo que fosse, pois como a aventura de Peg não tinha um grande objetivo realmente, não havia, para mim ali, possibilidade de um final feliz. Stephenie conseguiu pelo menos, segurar o "suspense" do final até os últimos capítulos." 

        Só para constar, essa resenha escrevi há alguns anos, na época do lançamento do livro e até lá já evoluí. Minha opinião sobre "Crepúsculo" também e por isso já digo de antemão que prentendo reler tanto a série quanto "A Hospedeira". A gente evolui, amadurece e se tranforma. É interessante dar segundas chances às coisas que não nos agradaram tanto antigamente. 

       Mas voltando ao filme. Não costumo me ligar em filmes adaptados e não vejo mesmo. Detesto gastar dinheiro com cinema, podendo ver o filme em casa (pão dura, magina!) e muito menos sabendo que me decepcionarei com a história do modo como ela foi utilizada. Fora que ver o filme antes do livro é um acontecimento com 0²% de chance de acontecer.

        Mas "A Hospedeira" eu acho que vale a pena ver. Por algum motivo, enquanto lia, conseguia imaginar um filme. Será que tia Stephy pensava a mesma coisa enquanto escrevia-o? Hmm... Dito pelo não dito, vamos ver se dá mais certo que Twilight - porque embora esteja disposta a reler os livros e reavaliá-los, jamais abrirei a boca para dizer qualquer sílaba elogiosa àqueles filmes. 


"Uma em seis bilhões". Wait... What?

       Alguém algum dia pode se perguntar porque diabos sou "uma em seis bilhões" quando cada um em todo o resto do planeta é "um em sete bilhões". 

      Eu poderia dar qualquer resposta filosófica a respeito, mas não. Vou contar a verdade: vivo no passado demográfico porque meu blog foi criado nesse passado. Sim, caros mamíferos, éramos apenas 6 bilhões quando criei minha primeira conta no blogger. 

      "E por que você não muda o nome?" - você deve estar pensando. Acontece que alguém foi mais esperto (e mais rápido) e registrou o "sete bilhões" antes. Buá y.y. 

       Sim, sim, eu sei. Eu poderia "criativar" um nome diferente - apesar das dificuldades inerentes disso. Mas acontece que a nomenclatura do blog tem um motivo.

...E lá vai.

     One Tree Hill é uma daquelas séries de infância que a gente assiste na televisão - geralmente no sbt, aos domingos de manhã. 

       Nunca terminei de assisti. E acho mesmo que quebraria o encanto de criança que eu tinha com essa série. Para mim era coisa de adulto e eu adorava tentar entender todas as problemáticas lançadas na série. 

       Claro, eu assistia enquanto esperava Chaves com você.


Meu casal favorito ever
      De mais a mais, a série tinha uma característica interessante e muito bem feita: ao fim de cada episódio um dos personagens declamava um pequeno texto ou frase com uma mensagem interessante que refletia a situação atual tratada na série. 

     Aquele tipo de frase de status de orkut, sabe? Muito fofas e engajadas. 

    Acontece que a minha predileta é essa: 
"Nesse momento há 6 bilhões, 470 milhões, 818 mil, 671 pessoas no mundo
algumas estão fugindo assustadas.
algumas estão voltando pra casa.
algumas dizem mentiras pra suportar o dia.
outras estão somente agora enfrentando a verdade.
alguns são maus indo contra o bem.
e alguns são bons lutando contra o mal.
seis bilhões de pessoas no mundo,
seis bilhões de almas...
e ás vezes tudo que nós precisamos é apenas uma!"
One Tree Hil
         Não me lembro qual dos personagens falou ou quem escreveu. Também não importa. Mas essa frase diz muito para mim e não achei nome melhor para encabeçar isso aqui.   =)


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Fiquei com seu número

      Dificilmente há alguma autora de chicik lit melhor que Sophie Kinsella. Estou para ver mais divertida e criativa. "Fiquei com seu número" é seu último lançamento no Brasil e conta a aventura de Poppy, a mocinha mais legal da Inglaterra. Sinceramente, ela não poderia ter se encaixado melhor em sua própria história. 

      Apesar de ingênua o suficiente para o gênero do livro, ela pode ser considerada uma mulher normal - sem aqueles complexos chatos e cansativos que sempre irritam as leitoras do gênero, como um azar sobrenatural, ou a mania de falar pelos cotovelos, ou algum tipo de compulsão. Por fim uma mocinha agradável, numa história bem escrita e consistente em seu contexto. 

       A jovem heroína é fisioterapeuta e foi assim que conheceu seu noivo, Magnus, que a pede em casamento com um anel rodado de esmeraldas da família. Lisonjeada e convencidade de seu amor, Poppy noiva e engole dia-a-dia o fato de que se sente burra e menosprezada pela sua futura família. Sim, pois a pobre Poppy perdeu os pais em um acidente muito nova. 

Olha ESSA capa! É pouco fofa não, né?
        E é em torno desse anel, aliás, de sua perda, começa a girar a história. Quando Poppy o perde, se desespera e, insegura com seu relacionamento do jeito que é, faz de tudo para esconder o ocorrido do seu noivo. Traumatizada após ter sido assaltada e ficado sem seu celular, seus nervos quase derretem quando percebe que sem o aparelho com seu número, não poderia atender caso alguém achasse o anel.

         Como Sophie não dá ponto sem nó, eis que como por providência divina a mocinha encontra um celular novinho no LIXO do hotel! "Ora, achado no lixo não tem dono. TODO MUNDO SABE DISSO". E é com essa desculpa que ela se apodera do aparelho e desencadeia os acontecimentos que mudariam o rumo da sua vida. E quando ela descobre quem é o dono do celular... Bem, daí deixa que o livro conta sua história.

           Não digo que não há clichês. Sinceramente, para mim todo romance é um clichê por si só. O diferencial, e o que vai ser o mérito de cada autor, é a capacidade de aproveitá-los em benefício próprio e superá-los através de criatividade. E apesar de não imprevisível, o

          Sem mais delongas, o livro aproveita-se do fato de quão fácil realmente é hoje em dia conhecer pessoas e desenvolver relacionamentos de amor, ou de amizade ou até mesmo profissionais. A vida de todos os personagens passa pelo bendito celular e suas relações entre si baseiam-se nele. Foi interessante observar como alguém pode se sentir segura e íntima com alguém por trás de teclas, enquanto canhestra e encabulada quando face a face. Toda menina que já "namorou" virtualmente e depois conheceu o menino já se sentiu assim um pouquinho. 

          A editora Bertrand, como de costume, foi impecável na edição desse livro. O acabamento é muito bonito e a capa não poderia ter sido melhor escolhida. Além disso, nenhum erro de tradução ou de português feriu os meus olhos. A única ressalva que tenho a fazer é que detesto as folhas brancas, as amarelas são mais confortáveis e sujam com menor facilidade.

            Uma leitura maravilhosa. Para devorar e matar a fome de todas as fãs do gênero e para as iniciantes.