Sabe quando você ama uma série, mas passa muito tempo longe dela? De repente, ao retomar com a história os personagens, outrora velhos conhecidos de guerra, íntimos até, transformam-se em estranhos.
É mais ou menos aí que estou em "Morte de Tinta", o terceiro livro da trilogia Mundo de Tinta, da escritora Cornelia Funke. Um ano longe da série, me afastou quilômetros dos personagens. De repende a Meggie cresceu, o Mo se transformou em outra pessoa e brotaram mil e uma novas "faces".
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| As capas são um charme à parte |
Não precisa nem dizer quanto isso torna difícil o acompanhamento da história, né? =/
O primeiro livro, "Coração de Tinta" não poderia ser melhor. A porta de entrada perfeita para um mundo delicioso de ser lido e percorrido. Esse livro tem uma das narrativas mais fofas que já li, cheia de ingredientes. O tempo todo a Cornelia é sensível e inspiradora. De início não acontece muita coisa, a ação demora para começar, mas nem por isso o livro é chato ou parado.
Os personagens são incríveis, todos bem construídos e com personalidades imprevisíveis e cativantes. A começar pela Maggie – a menina de 12 anos nada tem de bobinha ou de infantil. Na minha opinião, aliás, é a Maggie o segredo para que a narrativa no início não seja chata. Sua imaginação, personalidade e observações são inteligentíssimas e encantam. Aliás, adoro o modo como a autora colocou os sentimentos da menina em relação à história da mãe e de como ela via as coisas. A Maggie não é uma daquelas crianças protagonistas boazinhas que aceitam tudo e querem ver todos felizes: ela sabe o que é melhor para ela e para quem ela ama, sem ser má, egoísta ou irritante.
Mo é um personagem à parte. Geralmente não gosto de personagens masculinos tão passivos (bobos), mas no caso dele essa característica chega a ser charmosa. Os outros personagens, Elinor (a quem fui comparada e a personagem que me rendeu grandes gargalhadas), Dedo-Empoeirado e o maravilhoso vilão Capricórnio, até mesmo Fenoglio, são grandes e pequenos shows à parte também.
Os personagens são incríveis, todos bem construídos e com personalidades imprevisíveis e cativantes. A começar pela Maggie – a menina de 12 anos nada tem de bobinha ou de infantil. Na minha opinião, aliás, é a Maggie o segredo para que a narrativa no início não seja chata. Sua imaginação, personalidade e observações são inteligentíssimas e encantam. Aliás, adoro o modo como a autora colocou os sentimentos da menina em relação à história da mãe e de como ela via as coisas. A Maggie não é uma daquelas crianças protagonistas boazinhas que aceitam tudo e querem ver todos felizes: ela sabe o que é melhor para ela e para quem ela ama, sem ser má, egoísta ou irritante.
Mo é um personagem à parte. Geralmente não gosto de personagens masculinos tão passivos (bobos), mas no caso dele essa característica chega a ser charmosa. Os outros personagens, Elinor (a quem fui comparada e a personagem que me rendeu grandes gargalhadas), Dedo-Empoeirado e o maravilhoso vilão Capricórnio, até mesmo Fenoglio, são grandes e pequenos shows à parte também.
O segundo volume muda completamente o cenário, o contexto e o ponto de vista dos personagens começa a se alterar em preparação para o terceiro volume. "Sangue de tinta" vem como um intermediário; é a "passagem" de uma história para outra - de um mundo a outro é questão de um livro.
Estou louca para conhecer o desfecho dessa(s) história(s), mas uma mistura de medo de que termine e descontentamento com o rumo das coisas, vem me impedindo.


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